Eleição sempre significa escolha. Você votaria em algum político que você não conheça um tanto de sua história, suas ideias e suas propostas?
Você aceitaria vender parte das quotas de sua clínica para uma pessoa que você não conhece direito? É sempre um risco enorme escolher sem conhecer.
Existem muitas áreas em que pode haver divergência e esse assunto pode complicar a via societária e até a própria existência da clínica.
Converse com o potencial interessado, troque ideias de como vocês veem o futuro, onde gostariam de chegar com a clínica, como gostam de trabalhar e o que aceitam ou não tanto no atendimento médico quanto na gestão, tratamento de funcionários e trabalho com os sócios, por exemplo.
Minha sugestão nesse processo é de que os sócios e o potencial interessado em ingressar na sociedade tentem construir um plano de negócios, definam premissas de trabalho e como farão para atingir os objetivos propostos.
Essa é uma forma de já entender em quais pontos existem divergências e se é possível ultrapassá-las ou elas a levarão para um beco sem saída no decorrer do tempo.
Uma vez ouvi de um consultor uma frase que faz todo sentido nesse assunto: “demore para contratar e seja rápido na separação ou demissão”. Entendi que o processo de escolha pode ser demorado, mas rico em percepções do espírito empreendedor do potencial sócio e pode levar a resoluções de defesa do negócio ou uma forma mais segura de dar certo.
Uma vez detectado de que não há encaixe, então não demore para tomar a decisão de não fazer a sociedade. Melhor resolver tudo antes que o problema surja e seja desastroso para você e para sua clínica.
Apenas assinar um contrato de sociedade com alguém que pague o que você quer por suas quotas, pode ser um grande erro! Cuidado!
Jeanete Herzberg
São Paulo, 29 de setembro de 2026
