Em abril deste ano participei do Congresso da ASOA – American Society of Ophthalmic Administrators (Sociedade Americana de Administradores em Oftalmologia) – que aconteceu em Washington D.C. – EUA.
Esse evento ocorre em paralelo ao Congresso da American Society of Cataract and Refractive Surgery – ASCRS que reúne milhares de oftalmologistas do mundo inteiro para desenvolvimento de técnicas, aprendizado, especializações, novos equipamentos, medicamentos e muito network.
O Congresso da ASOA conta com dezenas de palestras em mais de 10 salas paralelas, além de outras atividades. Existem assuntos para todos os gostos e vontades!
O que mais me chamou a atenção foi a pauta de Inteligência Artificial na administração de clínicas. Stands oferecendo diversas soluções de cadastramento, recepção, encaminhamento de pacientes, prontuários e cobranças de maneira a facilitar a vida do paciente e da própria clínica.
Mas, durante minhas conversas com esses fornecedores, ficou muito claro para mim, que sim, a Inteligência Artificial poderá ajudar e muito, desde que exista inteligência humana para criação e implantação para seu uso de maneira efetiva.
Fez muito sentido um texto que recebi do Café com CEO, diz o seguinte:
“Existe uma distinção que parece pequena, mas muda tudo: adotar IA como ferramenta versus adotar IA como mudança de processo.
Empresa que adota IA como ferramenta adiciona IA ao lado do processo existente. A pessoa continua fazendo o que fazia, agora com uma assistência nova. O processo em si não muda.
Empresa que adota IA como mudança de processo reconstrói o processo em torno da IA. O fluxo muda. As responsabilidades mudam. O que era feito por pessoa passa a ser feito de outra forma, e a pessoa migra para onde o julgamento humano realmente importa.”
O recado desse artigo, hoje, é sobre a importância da preparação da clínica quanto aos seus processos e funcionalidades: se não estiverem bem feitos, não será a inteligência artificial a corrigi-los. A IA virá para facilitar e agilizar de maneira diferente.
Então o primeiro passo, hoje, é entender como funciona seu negócio e repensar o que a IA poderia ajudar. E esse pensamento depende totalmente do direcionamento que a inteligência humana dára à sua utilização.
São Paulo, 11 de maio de 2026.
Jeanete Herzberg
Interact Gestão de Negócios
