Parada do INSS – o que isso tem a ver com sua clínica?

Na semana passada, ouvi e li a respeito da “parada” de atendimento presencial no INSS e do aplicativo que ficou “fora do ar” tudo isso para alguma operação técnica nos sistemas de gestão.

Quantas pessoas foram aos postos ou tentaram acessar pelo aplicativo, quanto tempo perdido dos beneficiários! Perícias foram adiadas, atendimento para esclarecimentos, consultas e tantas outras atividades que não foram realizados. 

E o pior: não há para quem reclamar pois foi dito que “divulgaram amplamente”. 

Fiquei pensando nas clínicas particulares – quando tem sistema de gestão e tem problemas, param de atender? Avisam os pacientes? Tomam providências preventivas?

Atentar para administração, para todos os detalhes relacionados ao atendimento do público, é tarefa que demanda energia e atenção: dos donos da clínica? dos gestores? dos médicos?

Já vi muitos médicos, donos de clínicas, falando que os problemas da gestão são do administrador e ele não quer “confusão para o lado dele”. 

Acredito muito no ditado: “o olho do dono engorda o boi”. Os médicos, donos de clínicas, não precisam saber cada item da rotina dos atendentes, ou da cobrança ou ainda do pagamento das despesas. Mas, com certeza, precisam saber do risco que cada atividade traz para a clínica, e, em última instância, ter a capacidade de endereçar as soluções, seja com ajuda de profissionais externos ou mesmo de seus colaboradores.

É preciso ser generalista na administração a especialista em sua área de atuação. Mas, a única alternativa que não é viável é deixar as coisas correrem soltas, sem um bom olhar. Afinal, todos e quaisquer prejuízos recairão aos sócios, seja afetando seus nomes, seja invadindo seus patrimônios. E, deferentemente do INSS em que o beneficiário não tem alternativa, o seu paciente pode tranquilamente escolher outra clínica e outros profissionais para atendê-lo! 

Jeanete Herzberg, 05 de fevereiro de 2026

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